Saturday, April 14, 2007

Ontem fugi de ti, sim. Não estou desesperada, não. A conferência não me assusta, o que me assusta é saber que lá vais estar a fazer não sei o quê, porque tu abominas sessões públicas de esclarecimento. És um esclarecido por natureza.

Friday, April 13, 2007

No céu da noite cai o som silêncioso do luar.
Na delonga dos dias anseio o despertar real de algo que não possuo ou desconheço. Amargas são as horas da demora e seco é o sabor da ausência petrificada em mim. Longo o espasmo, seca a dor e louco o desespero de esperar. Alucino. Queimo e sofro, só.
E oiço felicidade por todos os poros, não de mim.
E grito a negação dela, involuntariamente.
Não pertenço aqui, já te tinha dito.
só.
Eu não pertenço aqui.
Preto, branco, ódio, amor
Banco, preto, céu e dor.
Branco, branco vida e cor.
Mar do mundo, estrela em flor.


Água, fogo, sonho, amor.
Morte, vida de amador
que a paz é heresia no coração de um pecador.
EU -SIMPLESMENTE!

Quando estou sozinha comigo mesma, penso em preencher os espaços vazios da minha alma, penso em apertar entre os braços a felicidade mas deixo-a sempre escapar!
Sou demasiado cobarde para me entregar assim...ao mundo das certezas improváveis e probabilidades incertas.
Sou do tipo de desistir a meio...sou aquilo que não quero ser mas tento convencer-me do contrário, em busca de um dom primário: o dom da FELICIDADE!


Nesta incapacidade soberba de criar me vejo repartida: entre o ser e o pensar, entre o poder e o sonhar. Construindo a cada passo um pedaço de nada e distraindo a ansiedade, mesmo que no fundo até nem seja verdade, nem seja algo que se veja, que se toque ou que se sinta.
Mas pouco importa, confesso! Pois tudo o que peço é um pouco de mais para mim...
Criar é arte! arte de artista que retrata o mundo segundo a sua vista, na plenitude da sua singularidade.
perfil

São contornos na escuridão
e fantasmas da solidão
que se aliam contra mim
São pedaços de tristeza
que caminham de mãos dadas com a insanidade.
São orgulhos feridos, sentimentos remexidos
e deixados para trás.
São a alma de alguém, de todos e de nimguém
que buscam o Amor, em cada coisa!
E tudo começa assim,
com principío mas sem fim,
com tudo e sem nada.
Qual madrugada com luz mas sem luar.
Qual balançar da chuva.
Busco o sentido na incerteza, o incógnito na interrogação...
tendo a dúvida permanente em vez de coração.
Vou calar o silêncio
gritando sem ninguém ouvir...
vou esconder-me num palco repleto de gente, e mentir.
Mentir que sou quem quiser,
mentir que sou quem não sou,
fingir e mentir que já sei viver..... comigo.
Era de noite.Mas todos tinham saido.
Lá fora tudo parecia como sempre pareceu,sempre normal e ininquietante.Tudo estava completamente parado,imóvel.Cada folha,cada tronco e cada árvore permaneciam inpávidos.
Como sempre nimguém se apercebeu da sua inquietação,que o levava a levantar-se a meio da noite, mas nem a princípio do sono, e ir observar as poucas árvores, arbustos e ervas que circundavam aquela pequena casa.
O ar parecia não circular.E a lua não se avistava daquele ponto remoto,no meio do nada plantado.O tempo,esse, parecia prolongar-se...e um segundo parecia uma hora, e um minuto, um dia inteiro!Chegando ao outro dia ele pensava que tudo ía mudar e que de noite iria conseguir ver a lua,ver gente e descobrir algo de novo no cenário de sempre.Uma completa e premeditada ilusão que se desfazia com o lento aproximar da escuridão.Mas ele,lá no fundo, até gostava da escuridão pois habituara-se a ela desde há muito tempo,só que imaginava ainda,se tudo fosse diferente daquela realidade,poder sair e ir ver a lua ou o sol,talvez. Quando, e se isso alguma vez acontecer, talvez já não lhe apeteça vê-la, e então,talvez já queira fazer qualquer outra coisa.